sexta-feira, 8 de abril de 2011

Desenredo

Há certos fatos, atos, cenas, dramas, nesse enredo
Que podam, cortam, censuram, prendem
Além de manias em auto-controle
Meticulosamente dosadas no escondido lar do que se é
Eu me despeço e peço a permissão de me despir dos laços que criei
Criados por mim. Fantasiados por mim.
Moldados. Traçados. Traços. Linhas...
Que me enrolaram, tolheram.
Adeus a mania de me moldar ao gosto dos versos de alguém.
Não tenho forma, não rimo, decassílabos não me cabem bem.
Proclamo, então, a liberdade das palavras!
Saiam!
Vou zelar pelo que ora proponho
Não mais me leio pelo achar alheio
Quem sabe assim, algum sim
Algum fim
A essa busca meio querência
Em saber o que é isso que agora escreve
Quem vai gostar desse enigma que não se percebe?