sábado, 30 de março de 2013

Om

I- Do Silêncio:

Quanto silêncio cabe dentro do som? Quanto som cabe dentro do silêncio? Existe absoluto silêncio? Existe absoluto som? Existe absoluto? A Paz consegue morar no silêncio e no som com igual facilidade? Qual silêncio é isento de Paz? Qual som proporciona tua Paz? 


II- Dos Sentidos:


Nossos sentidos tem nos entretido. 

Mariposas chamando de Lua a lâmpada do quarto.
Nos refugiamos dentro de caixas.
Nossas casas são cubos - Mágicos. Nos entretemos à montá-los.
Entretidos com nossas luas artificiais.

III- Da Paz:


O que é Paz?
Paz não é ausência de guerra.
Paz é o que nos falta.
Para aquele que tem fome, a Paz é o alimento.
Para aquele que sente saudade, a Paz é o abraço.
O que te falta?

IV- Do Silêncio, Sentidos e Paz:


Buscamos a Lua e não percebemos. Precisamos nos sentir Um. Todo, com Tudo e Todos no Universo. Permanecemos entretidos num voo desorientado de mariposas, acreditando e buscando a lâmpada como Lua. Te desejo a Paz. Que Deus te dê o que te falta. Silêncio dentro do som. Om.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Matizes

“Arrumar o quarto nunca foi uma tarefa fácil para Santiago,
 mas sabia que não havia escapatória“.
 Se ainda fosse somente esse quarto, essa casa,...
 Mas não... Santiago tinha uma casa a cada estado de espírito,
 um quarto para cada cor do que sentia.
 Num só dia, inúmeras casas, incontáveis quartos.
 E todos deviam ser mantidos limpos
 (puros, leves)
De alguma forma, organizados e em equilíbrio.
Por vezes acordava anestesiado,
 sem saber em qual quarto estava.
 Sorria enganado, esquecido, desmemoriado.
 Abria os olhos devagar.
 A alma assumia a realidade como sua,
 avisava o consciente sobre qual cor seria,
 qual casa seria: As providências do dia.
 Então o quarto se fazia real
 de acordo com o que a alma sentia.
 Não havia escapatória.
 Santiago sempre arrumando os quartos.

(Texto inicial por Daniel Garcia do http://filtropolar.wordpress.com/)