sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pro nome


I

Eu quase posso ver você 
olhando de soslaio.
Sua dor parece insignificante, 
mas incomoda no escondido.
Olhar de soslaio é coisa de quem 
sabe o caminho.
O seu soslaio,
agora, 
é do lamento nosso.


II

Teve um tempo em que fechávamos nossos olhos 
para vermos a dança das cores.
Hoje elas dançam com nossos olhos abertos, 
catatônicos, 
imersos num silêncio paranoico.

III

Sua respiração dinamiza a brisa que
brisa tanto que vira vento que
venta tanto que viro atenta que
também faço a atmosfera respirar.

IV

Dá cá um sorriso antigo
Vem continuar a ser Terra comigo.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

A menina dança




Observei um casal a dançar: 
Yin e Yang. 
Dançam sempre pela minha casa e em toda a Vida. 
Certo dia Yin sentiu Yang querendo entrar no quarto em que estava repousando, inclusive. 
Mas o causo não é esse, não. 
O causo é que Yin e Yang resolveram dançar nas cordas de um violão: 

Yin dedilhava com os seus pezinhos. 
Intentava que Yang chegasse mais perto.
Yang, parecido com o dia claro,
ora cedia a se aproximar,
ora saltava de banda. 
A dança era samba.




(Presente de aniversário para Bárbara Maria Chaves Barbosa, com carinho.)