domingo, 14 de dezembro de 2014

Lucidez (para Dante)

Quantos podem contar uma vida nova em uma mesma vida?
Nas harmônicas vencemos guerras sem perceber.
Toda tempestade passa.
Cenas são embaladas por canções que fazem tudo como é,
um sonho,
fragmento da grande realidade,
imensamente mais bonita,
inalcançável beleza fragmentada.
Parcos fragmentos captados pelas artes e pela ciência...
Milagres a cada momento que nem todos conseguem ver,
cegos de dor.
Nas harmônicas vão-se as dores como nuvens que passam,
chovem e lavam.
Puros depois de tanta chuva,
não tendo mais problemas à serem resolvidos com o sádico espelho,
criamos problemas para entreter nossas mentes avidas por solucionar.
Moinhos de vento, moinhos de vento,...
Suaves aéreas fábricas de alimento,
disfarçadas de monstros marinhos de um planeta ainda plano,
ainda sobre a mesa.
Dante, tenha uma canção para onde voltar e ser essência.